Regras simples para decidir o valor de uma ação Análise Técnica Investimentos: análise técnica, como investir na bolsa de valores (Bovespa)

Regras simples para decidir o valor de uma ação

Professor Metafix

O Conflito Mental do Investidor Regras simples para decidir o valor de uma ação.

"Os temas são complexos e importantes para quem deseja investir e quer saber se o preço de uma determinada ação está alto ou está baixo" Há uma grande discussão nas universidades que já perdura por algum tempo sobre a racionalidade e a eficiência dos mercados. Os temas são complexos e importantes para quem deseja investir e quer saber se o preço de uma determinada ação está alto ou está baixo. Infelizmente, os temas caiem na vala das teorias difíceis de testar. Neste caso, os estudiosos procuram entender o investidor para saber se ele age racionalmente ou depende apenas da emoção.

Vale lembrar aquela velha piada sobre; “quantos economistas são necessários pra se trocar uma lâmpada?” A resposta – nenhum – se for preciso trocar a lâmpada, o mercado troca”! Isto é, a única coisa que podemos fazer é observar o movimento dos preços e agir com menos emoção e mais razão porque já se concluiu que nosso cérebro se divide em pelo menos duas partes.

Aos poucos os neurobiólogos vão entendo a origem do conflito entre o lado emocional e o racional das pessoas. Todos defendem a racionalidade como sendo o lado desejável no processo decisório, mas somos de fato dominados pela emoção. Ao controlar nossas emoções não resolvemos totalmente o problema da escolha, mas damos oportunidade para que o lado racional do cérebro funcione com mais liberdade.

Ninguém procura fazer coisas racionais vazias de emoção, pois sem emoção a vida não teria graça. Infelizmente, para sobreviver precisamos de alguma forma de racionalidade nem que seja circunstancial. A solução consiste em aceitar essa dicotomia e diminuir o conflito que aflige todos de forma desastrosa, especialmente aqueles que tentam viver de aplicações financeiras.

A nível pessoal, precisamos da emoção, e a nível social e econômico dependemos de certa racionalidade para manter a sobrevivência de que tanto precisamos. Esse bipartidarismo craniano já havia sido insinuado por Shakespeare quando lançou o que chamou – “the overhelming question” – a dúvida de Hamlet; como aguentar as afrontas e combater os inimigos sem perder a nobreza de ser.

Essa dúvida é universal e perdura em todas decisões porque o germe da discórdia é inerente a nossa formação biológica. E, por isso, vivemos com um conflito interno permanente. A única solução seria abandonar a certeza da racionalidade e partir para controlar as emoções relacionadas às causas financeiras.

É interessante que as sociedades estruturadas na caça e na pesca, intuitivamente, entendem dessa relação e, por isso, não se aventuram com programas de longa duração. Elas sabem aproveitar bem a emoção da caça e da pesca sem perder a racionalidade da sobrevivência. A experiência milenar as ensinou como entender e respeitar o limite da estrutura produtiva em que vivem.

Os mercados pretendem ser racionais, mas a interação de autores cheios de medo, ganância e interesse conflitantes transformou o ambiente num belo saco de emoção desprovido de lógica estrutural, mas cheio de presunção sobre direção dos preços entre todas as coisas.

Os agricultores nordestinos consorciam a plantação para evitar os riscos das estiagem e secas prolongadas. Fato que passa despercebido pelos investidores modernos que não entenderam ainda a importância da diversificação financeira e da força da emoção em suas decisões. A emoção de se ganhar dinheiro “fácil” é tão forte que esquecemos do tempo, da qualidade de vida e da necessidade de se trabalhar com o espírito de incerteza consorciando o possível para colher frutos até entre riscos imponderáveis.

Existe um ditado que diz que os economistas sabem o preço de tudo, mas não sabem o valor de nada. Ah, se assim fosse! A verdade é que não conhecemos nem os valores e nem sabemos nada sobre os preços. Esse reconhecimento é tão ingrato que preferimos fingir um pouco mais sobre a eficiência dos mercados. Enquanto fazemos isso, somos enganados pela mão invisível. Ela é tão poderosa que se justifica tudo em nome dela. E quando erramos sempre aceitamos que o mercado está certo como se fosse um deus infalível. Infelizmente, isso não ajuda a quem investe em ações pois só sabemos depois dos fatos.

"A melhor forma para decidir, se vale investir numa determinada ação, seria comparar o preço dela com outros valores" A melhor forma para decidir, se vale investir numa determinada ação, seria comparar o preço dela com outros valores e acompanhar o mercado sem cair na armadilha da certeza que pode nos levar a uma decisão puramente emocional. Por exemplo, quando acompanho os preços da Petrobrás comparo-os com o de outras empresas similares ou com um índice de todas as ações do ramo, como “oil index” (oix) americano, ou o etf de símbolo, (dig) que reúne todas ações das empresas do setor.

Para aqueles interessados numa comparação procurem a página da “msn money” na internet. O uso é gratuito, mas os dados são transmitidos com pelo menos 20 minutos de atraso. Entretanto, o programa de gráficos é bom para se fazer comparações. Existem outros programas e gráficos gratuitos que também podem ser usados para fazer essa comparação.

Técnicas simples e hábitos consistentes de se comparar valores garantem um equilíbrio entre o emocional e o racional no tratamento das questões financeiras e, com certeza, diminuem o risco de se errar nos preços.

Professor Metafix

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j.m.morgenstern comentou:

não vejo dificuldade alguma em saber o preço de uma determinada ação. se não vejamos: vc tem a Petr4 no valor de R$ 30,00 que paga R$ 0,80 de dividendos ao ano, contra uma ELPL6 que paga R$ 4,00! então eu te pergunto: qual é a q vale mais? o resto é especulaçao!


william comentou:

Nem todos os economistas comungam de tal idéia de mercado-monstro , na verdade ela se transforma em um monstro quando encontramos gente como Keynes e outros que se achavan na capacidade de dizer como cada pessoa valorizar determinada coisa influenciando direta ou indiretamente na estrutura de crédito e capital.


william comentou:

Nem todos os economistas comungam de tal idéia de mercado-monstro , na verdade ela se transforma em um monstro quando encontramos gente como Keynes e outros que se achavan na capacidade de dizer como cada pessoa valorizar determinada coisa influenciando direta ou indiretamente na estrutura de crédito e capital.
Cada individuo valoriza a seu modo cada coisa,levando em conta a subjetividade de seu ser, suas experiencias . Quando um conjunto de pessoas(mercado) chega a mesma conclusão ou perto disso chagamos ao preço.Que não estático.


ciro5 comentou:

Precifico uma ação de forma bem simples.Qual é a taxa livre de rísco?Suponhamos que seja 12% ao ano.Logo uma ação para mim tem que retornar acima de 20% ao ano , ou seja 8% acima da taxa livre de rísco.


Prof-Metafix comentou:

Caros leitores, gostei dos comentários. Podemos ver que não existem dificuldades para se determinar o valor de uma ação. Entretanto, como compramos pra ganhar dinheiro, é importante que o preço da ação suba depois da compra. As comparações são importantes para escolher a melhor. Isto é, qual aumentará mais de preço ou pagará mais dividendos. Isto não é diferente de se comprar uma fazenda ou construir uma fábrica de sabão. O preço final, dentro de um mesmo período, incluindo qualquer custo ou despesa, deve ser maior do que o inicial. Raramente me preocupo com o valor ou com o preço de uma ação, mas quero saber qual delas vai produzir o maior rendimento. Obrigados a todos, Prof. Metafix


 
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