Alinhamento, Suportes e Resistência

Professor Metafix 1

Quem opera com gráficos sabe que entrar nos suportes e sair nas resistências segue o preceito de se comprar barato e vender caro. Mas isso só é verdadeiro quando a tendência for…

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Alinhamento, Suportes e Resistência

             Quem opera com gráficos sabe que entrar nos suportes e sair nas resistências segue o preceito de se comprar barato e vender caro. Mas isso só é verdadeiro quando a tendência for de alta e estes pontos apontam para verdadeiras mudanças de rumo nos preços! Infelizmente fala-se muito de tendência, mas sem especificar o período de referência ou as retrações que se transformam em tendências menores ao mudarmos o tempo gráfico. E falam-se de suportes e resistência sem verificar se são verdadeiros.

            A vantagem do alinhamento automático é eliminar dúvidas. Além disso, respeita todas regras lógicas, e identifica os pontos de entradas e saídas que podem ser falsos. O alinhamento é uma forma mais robusta de se operar porque trabalha com indicadores e com análise lógica dos gráficos. Ele consegue separar as mudanças de rumos verdadeiras das inflexões passageiras. Entretanto, não substitui nenhum forma correta de se operar, apenas reconhece, corrobora e respeita todos os métodos que operam a favor de uma tendência definida. No final das contas, só existe uma forma para se ganhar dinheiro com trocas – comprar por um preço e vender por outro maior.

            Operar nos suportes e nas resistências, é uma forma que ajuda respeitar a tendência, mas pode falhar. Esses pontos podem ser apenas inflexões que não se materializam em mudanças efetivas. Por exemplo, podemos ver um suporte ou uma resistência com um movimento de velas de um dia, mas, quando se muda para velas de uma hora, o que notamos é apenas um canal lateral. Para evitar essa armadilha é necessário redefinir o que é tendência e separar as inflexões passageiras das verdadeiras mudanças de rumo nos preços.

            Entendo que tendência pode ser um movimento de preço que dura vários ciclos de alta e de baixa numa determinada direção. Podemos ter tendência com períodos medidos com velas de 5 minutos, com velas de uma hora ou de qualquer tamanho que o operador escolher para se orientar. Existem tendências longas que duram meses, e curtas de apenas alguns minutos.

            É curioso que dentro de uma tendência mensal, vamos encontrar tendência de semanas e dentro dessas poderemos ter tendência de dias e assim por diante. Os movimentos menores se encaixam um dentro de um maior como se fosse boneca russa. Mas só o alinhamento pode revelar a autenticidade da boneca ou a imperfeição dos encaixes!

             Em todas tendências vamos encontrar suportes e resistências. Aliás, todas as vezes que esses pontos forem ascendentes temos tendência de alta e, quando forem dessedentes, temos tendência de baixa; independente do tempo escolhido para observar os preços. Isso é maravilhoso porque abre um leque de escolha; podemos operar com prazos curtíssimos ou com períodos muito longos. Entretanto, não podemos confiar, pois, como dito, esses pontos podem representar apenas inflexões temporárias.

            Por outro lado, há uma confusão desnecessária quanto aos pontos de entradas e saídas. Muitos usam medidas de pivô, de retração com escala de Fibonacci, números modais e doji para identificar sinais de reversão. Aliás, a maioria usa sinais que indicam a mesma coisa, mas usa nomes distintos e fica argumentando que são coisas diferentes! Só existe uma forma de acertar; é comprar na baixa e vender na alta independente dos nomes dados aos pontos de inflexão. Só o alinhamento, com uma “top down” análise, vai revelar a força das inflexões, e dizer se elas representam suportes ou resistência verdadeiras.

Boa Sorte!
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