No último artigo dessa série tratei de reforçar a importância de se operar respeitando a tendência para se diminuir o risco de se perder dinheiro com ações. Com esta nota quero completar o raciocínio apresentando um exemplo gráfico. Repetirei, para efeito didático, algumas instruções valiosas...

O conselho – the trend is your friend – de Charles Dow, é lapidar e merece atenção tanto dos experientes como dos novatos no mercado. Os grandes investidores, quer sejam fundamentalistas ou grafistas, aceitam e respeitam a lição sem restrições. Eles sabem que operar contra a tendência é tão cansativo e perigoso quanto nadar contra a corrente. Infelizmente, a maioria se descuida e enfrenta dois problemas; entender o conceito e obedecer as regras...

O mega lançamento de ações da Petrobras lembra de uma anedota sobre a estreia do filme Pygmalion de George Benard Shaw. Shaw era o convidado de honra, autor da peça original e roteirista do filme. Depois da apresentação, dizem que um amigo dele reclamou – George, esse filme é muito ruim. Shaw retrucou – eu sei, mas o que vamos fazer com essa multidão que está aplaudindo

No último artigo, escrevi sobre a corrida do dinheiro entre os ativos negociados nos mercados financeiros. O capital tende a se afastar dos riscos e se aproximar dos retornos porque é melhor ganhar pouco do que perder. Pois as economias estão interligadas... o que acontece em Tóquio ou Londres pode influenciar no mesmo dia os eventos em Nova York ou São Paulo e vice versa.

Aproveito a oportunidade para examinar algumas relações que afetam a bolsa de valores e podem servir de guia, ainda que distante, para as nossas decisões. O dinheiro circula, procurando manter seu próprio valor, entre as principais moedas, títulos da dívida pública, ações e commodities. Enquanto isso, podemos ver que mudanças num ativo tem efeitos imediatos sobre os demais.

A facilidade de calcular o risco e a estratégia de trava de baixa sem risco para posições com opções. Percebi que uma grande maioria dos operadores do mercado de opções não tem o conhecimento de base do que representam os números das opções. É neste simples artigo que comentarei sobre isto

Considero o alinhamento automático a forma mais segura para entender o movimento dos preços das ações. No último artigo desta série prometi que usaria alguns gráficos para ilustrar essa metodologia. Alinhando os movimentos com os gráficos, podemos eliminar as contradições que muitas vezes ocorrem entre os movimentos de preços de períodos diferentes e enganam o operador.

Qualquer metodologia deve fazer parte de uma estratégia clara e congruente com as características do operador. Não adianta complicar aquilo que por natureza é simples, veja como elaborar uma estratégia vencedora.

Farei alguns comentários sobre esse tema mostrando porque as economias de um modo geral enfrentam um impasse nunca visto na historia econômica. Depois, e como sempre, farei algumas sugestões que podem ajudar a diminuir o risco de quem negocia com ações e derivados.

Estudos estatísticos mostram que em se aumentando o tamanho da amostra de uma pesquisa, diminui o risco. Quanto maior for o número de ações numa carteira menor o risco dos investimentos. Aproveito a oportunidade para mostrar uma forma alternativa para manejar jogadas de curta duração e diminuir os riscos de perdas maiores.