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A Importância das Correlações

Professor Metafix

A Importância das Correlações

             No mercado podemos nos valer do histórico recente dos preços para ter uma ideia de como eles se comportarão num futuro bem próximo. Quanto mais próximo o passado, maior a semelhança com o presente. Assim, a probabilidade de se acertar a direção dos preços cresce à medida que a distância entre passado e presente diminui. Mesmo assim, é necessário se conciliar os movimentos dos preços de períodos curtos com os mais longos. Também podemos nos valer das correlações entre ativos para aumentar a probabilidade de acerto em nossas jogadas.

            Em todas atividades existem formas corretas, maneiras impróprias e menos produtivas para se trabalhar. Muitas vezes, os gráficos são utilizados incorretamente como se eles não tivessem nada a ver com as ondas de mudanças de preço ao longo do tempo. Entretanto, os gráficos espelham uma imagem dos números que indicam o comportamento de um ativo ou de uma ação qualquer. Entender as características de cada ativo é o primeiro passo para usar os gráficos corretamente. Vejamos o que acontece com a classe de alguns ativos.

            Em ações sabemos que existem um viés de alta porque ninguém deseja que os preços caiam. Por outro lado, as moedas e as commodities espelham um viés de equilíbrio. No caso das moedas, desejamos estabilidade no câmbio para diminuir os riscos dos negócios internacionais. Da mesma forma, precisamos de equilíbrio nos preços das commodities. Ninguém deseja comprar produtos ou matéria prima que variam de preço erraticamente, pois isto aumenta os riscos dos negócios. Ora, sabemos também que existem limites de variação de preço impostos pelas condições de produção e consumo, e também pela ação dos especuladores que se aproveitam pra comprar na baixa e vender na alta, forçando os preços para um equilíbrio sustentável. Além disso, existem ativos em que os preços variam de forma correlacionadas entre si, às vezes, negativa e, às vezes, positiva. E os preços de um mesmo ativo também podem se alinhar, ou não, dentro dos períodos examinados.

            Os fundos hedges, se protegem dos riscos comprando e vendendo ativos correlacionados. Daí que surge a designação imprópria de hedge. Pois, não se trata de hedge; eles apenas se parecem e tem efeitos semelhantes aos hedges verdadeiros. Ao se fazer uma operação casada com ações, os fundos estão se protegendo dos riscos, embora sacrificando um pouco dos ganhos. Mas, como é melhor ganhar pouco do que ganhar nada ou perder, esses fundos, quando bem administrados, são bem sucedidos. Por isso que eles tendem a negociar ativos dentro de um mesmo setor porque nestes se encontram as correlações mais fortes entre ativos.

            No Brasil, como o mercado de ações é pequeno, encontramos com facilidade algumas ações que são correlacionadas. Isto permite se fazer operações casadas ou com travas. Por exemplo, as ações das distribuidoras de energia variam juntos na maioria dos períodos escolhidos. O mesmo acontece com os grandes bancos nacionais, com as companhias de aviação e as exportadoras de alimentos entre outras. Os ativos de renda fixa também são correlacionados, mas como os ganhos são fixos não existe vantagem para se fazer essas travas. As operações de travas ou de hedge são ativadas para se aproveitar os desvios que ocorrem muito ao longo do tempo e, por isso, podem ter efeitos demorados e intermitentes.

             Por fim, é necessário ter acesso a gráficos e a dados que mostrem qual o ativo mais forte para se determinar qual deve ser vendido ou comprado. Por exemplo, quando a relação for negativa, pode se comprar os dois simultaneamente; e quando ela for positiva, compra-se o mais forte e vende-se o mais fraco. As travas ou operações casadas podem ser feitas com opções, com pares de moedas diferentes, com ações dentro de um mesmo setor e até mesmo entre commodities.

Boa Sorte!
Prof. Metafix

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guilherme comentou:

de fato o comportamento anterior é um bom precedente para o comportamento futuro.

Sdds


 
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